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25.2.11

pausa para o café

Uma












Mais Uma












Mais Outra













Outra









Ainda mais uma








Ainda outra


    












E, finalmente, a definitiva!
               

27.8.10

consolo palestrino

Hoje pela manha, lia-se num anúncio afixado na Rua Turiaçu, em frente às obras da Arena Palestra Itália:

 "Você, corinthiano, que sonha em construir um estádio:
 temos vagas para pedreiro, carpinteiro, ajudante, servente..."

30.7.10

pé na bunda do teixeira

Desde que mergulhei na Copa, tenho encontrado dificuldades para emergir e retomar os posts. Suspeito que um dos motivos da hibernação é o clima político demasiado esgarçado dessa estranha temporada eleitoral.

Explico-me: os midialigeira, que outrora eu grafava com hífen e que serviram de combustível para fazer nascer este blog, andam tão safados, tão desesperadamente raivosos com a provável vitória de Dilma e suas implicações políticas e econômicas, que não dá nem para se envolver com o assunto. Por que intoxicar o que resta de fígado numa causa - ideológica - já ganha?
O melhor é manter uma distância regulamentar do nheco-nheco eleitoral e resguardar o fígado para assuntos mais instigantes. Por exemplo, o movimento Tira Teixeira.

Estou nessa! (vejam o link na barra lateral com o twitter do movimento)

De fato, é difícil aceitar que o sujeito permaneça tantos anos sentado na cúspide do futebol brasileiro, tal qual um sapo glutão, sugando de canudinho e digerindo com infinita paciência a alma e o toque de bola dos craques que por aqui gorjeiam. Vá de retro!

Tá mais do que na hora de acabar com essa estrutura oligarca de nosso futebol. A despeito de ser um assunto da órbita privada, é também uma coisa pública, compartilhada por quase todos e que, como poucas coisas dessa vida, toca fundo nas paixões de cada um.

Não é possível que o cara vá à sua TV amiga e declare em primeira pessoa que está pensando em um técnico assim ou assado! Como assim, "eu estou pensando"? É DO NOSSO FUTEBOL QUE SE TRATA!

Portanto, Tira Teixeira! Mas, com uma ressalva: Pé na Bunda do Teixeira!
O sujeito não merece esse respeito todo.

6.7.10

cabeça de bagre "e" rabo de dourado

A copa ainda não chegou a seu desfecho, mas suas marcas - ou seria melhor dizer cicatrizes? - já estão bem visíveis.

Por exemplo, a primeira fase foi assustadoramente inferior em termos de competitividade, de técnica e de emoção às fases de mata-mata. Será que não caberia um outro formato?
Outra marca é o esvaziamento dos meias e a emergência dos segundos-volantes. E não é por menos. Depois de anos de futebol força, esquemas táticos rígidos, pragmatismo e futebol de resultados, aflora no concreto armado dos gramados o jogador que é capaz de combinar disciplina tática, preparo físico, técnica e capacidade de criação. Como disse algum comentarista nessa copa, foi-se o tempo dos camisas 10 que faziam brilhar o futebol. Não há mais espaço para gente como Maradona, Zico, Platini ou Zidane. Restam bons e rápidos atacantes, que precisam ser servidos por super-volantes capazes de extrapolarem suas funções táticas. Sem bola, os super-volantes defendem, desarmam. Com bola, armam os contra-ataques, acionam as laterais do campo, infiltram bolas entre as matilhas adversárias e, não raro, fazem gols.

Não por acaso, esta copa de 2010 tem no topo do pódio o volante alemão Schweinsteiger.

Por outro lado, seleções como a do Brasil ou da Argentina falharam, em grande medida, pela ausência de bons segundos-volantes. Tivesse Veron jogado pela Argentina ou um volante mais técnico, como o Ramires, no Brasil contra a Holanda, creio que a parada não teria sido vencida pelas equipes européias.

Resta agora torcer pelos Uruguaios que, é verdade, também carecem de um jogador com aquelas características e enfrentam dificuldades para conduzir a bola da defesa para o ataque.

28.5.10

onde ir em 2012

Diz-se: o que seria do vermelho, se todos gostassem do verde? Pois então, àqueles que não costumam frequentar o mundo palestrino, verde por excelência, concedo a oportunidade de darem uma volta virtual pela Arena Palestra Itália, futuro palco de grandes eventos - não apenas futebolísticos - que já começou a ser erguida no histórico endereço da Rua Turiaçu.

Curiosidade: notem no vídeo, o conjunto de inovações que farão parte do novo Jardim Suspenso (que permanecerá "suspenso") e, em especial, observem já quase no fim do filme, quando a câmera passa pelas mesas do Restaurante-Camarote que, ao fundo à esquerda, aparecem Pedro e Tomás sentados comigo enquanto tomo um choppinho.

Sintam-se em casa, cliquem aqui:

14.3.10

varado o cabo das tormentas

Ainda é cedo pra falar de IIIª Academia, mas o Palmeiras parece que começou a se encontrar nas duas últimas rodadas, com duas viradas com sabor de veneno.
Na segunda-feira passada, diante do lanterna Sertãozinho e uma torcida raivosa, arrancou do fígado o resultado de 3x2, com dois gols depois dos 40 do segundo tempo. Hoje, contra o santos, na base da raça e de um entrosamento que começa a aparecer, o time fez bonito, virando sobre a molecada santista. A comemoração ao final do jogo foi emblemática. Os jogadores, numa espécie de catarse coletiva, batiam no peito, como que dizendo - tá pensando o quê?

Enfim, suspeito que a vida do Antônio Carlos vai melhorar daqui pra frente. Com a chegada dos últimos reforços, o time tem tudo pra "ir pras cabeças". O Vitor, contratado junto ao Goias, é um baita lateral. E o Lincoln, que hoje jogou no segundo tempo, ainda tá pegando ritmo de jogo (ficou 9 meses parado), mas me parece que será de grande valia para compor um meio de campo bastante técnico. Seu futebol me lembra o do velho Arturzinho, do Flu. É o tipo de jogador que faz bem a uma academia em gestação.

Oxalá!

23.8.09

observando o observatório verde


O futebol, como raríssimas coisas da vida, promove uma deliciosa fusão da objetividade à subjetividade - somadas a apimentadas gotas do acaso. Iluministas que somos, gostamos de arquitetar teses e hipóteses solidamente fincadas nos fatos para justificar a paixão irracional que dedicamos a uma camisa, a uma história gloriosa de uma matilha que nos agrega desde a infância.

Quando os prognósticos falham, os gols não pintam ou o juiz mostra a que veio, cabe a cada um provar para si e para nossos parceiros de esgrima o quanto o acaso ou a rasa moral da arbitragem desfigurou o que parecia inevitável.

Mas, em compensação... quando a bola cutuca as redes do gol adversário, confirmando as teses rabiscadas no guardanapo, aí triscamos o Olimpo. Como semi-deuses mesclamos a paixão humana à oniciência de quem vê o mundo do alto - "falei, filha da puta!".

E por que este intróito?
Primeiro porque com mais de quarenta anos nas costas, continuo tão palmeirense quanto nos tempos em que José Silvério narrava os infinitos empates do meu sofrível palmeiras dos anos 80; segundo porque neste espaço da blogosfera, vai se cristalizando uma rede de blogs dedicados à Sociedade Esportiva Palmeiras que compõem um conjunto muito rico de análises futebolíticas. É o que o blog Observatório Verde denominou de mídia palestrina.

Pois é, a coisa tá tão avançada, que temos até um Observatório, colocando-se como uma espécie de blog-ombudsman do que andam pensando e escrevendo os seguidores da Cruz de Savóia.

Dito isso, convido os que até aqui chegaram para visitar o Observatório Verde, incluso a partir de hoje na Redondeza. Como poderão observar, os caras que o produzem são muito competentes, devidamente habilitados para analisar criticamente a quantas anda o nosso mundo verde.

PS: estive ontem no Jardim Suspenso de Parque Antártica assistindo o jogo Palmeiras 2 x 1 Inter-RS e participando de uma belíssima festa, abrilhantada pelo lançamento da camisa comemorativa do Palestra, inspirada na original, com a qual jogava em 1914. Foi um jogo ao estilo platino, de muita garra, muita vontade de ambos os lados e um tanto de lances brilhantes, como as arrancadas endiabradas de Diego Souza ou o belo gol de honra gaúcho, de Juliano. E atenção: ficou claro que brota um craque no Jardim Suspenso: Souza, volante de marcação, raçudo como deve ser por ofício, porém habilidoso e inteligente como poucos dessa posição.

5.8.09

avante belluzzo!

Não posso deixar de saudar o Presidente Belluzzo pelo tapa na mesa: ninguém sai até o fim do campeonato brasileiro, sob pena de ele abdicar da presidência.
Louvável e de absoluta sensatez. Se o objetivo de um time é ganhar campeonatos, como explicar as trampolinagens mercantis que viram do avesso os nossos times de coração?
Que futebol é esse, que serve aos bolsos dos mercadores e não dá a mínima para a molecada que torce pelo seu ídolo?

Muito bem, Belluzzo!

Confesso que eu esperava que a presença do Belluzzo na presidência do Palmeiras extrapolasse os muros do Jardim Suspenso de Parque Antártica e fizesse se mover os pistoleiros que assaltaram o futebol brasileiro. Eis que a tigrada começa a se mexer.

Gol: no site do Estadão, Ricardo Teixeira já anuncia que deverá rever o calendário do futebol brasileiro em 2010, para evitar a revoada de craques no meio dos campeonatos.

17.6.09

efeito ameriquinha


Diz-se por aí que, na disputa pelo governo paulista, Lula prefere um candidato da base aliada a um petista. E, na minha modesta opinião, nosso presidente, puta velha em assuntos políticos, está corretíssimo.

O eleitorado paulista, dos mais conservadores do país, vive uma história de Fla-Flu (tucanos x petistas) que a cada nova eleição só faz cristalizar. Não é exagero dizer que, desde a eleição de Franco Montoro, em 1982, quando uma ampla frente de centro-esquerda se impôs aos malfeitores da ditadura, as eleições para governador do estado de São Paulo se reduzem a esforços para cavar ainda mais fundas as trincheiras de cada banda. Além de tedioso, esse remi-remi político se manifesta como uma longa jornada de desmantelamento dos serviços públicos ofertados pelo estado paulista - veja-se, por exemplo, os péssimos indicadores da educação, da saúde ou da segurança pública, quando comparados com outros estados da federação, cujas potencialidades econômicas e níveis de renda são sensivelmente menores.

Portanto, parece bastante lúcida a estratégia de tentar lançar uma candidatura que se apresente como alternativa a tucanos e petistas, confundindo a guerra de trincheiras que nos empata a vida. Aos poucos, a idéia que a princípio indignou caciques do PT, vai soando como viável e astuta. O próprio ex-deputado Zé Dirceu, escreveu ontem em seu blog: O momento é de buscar alianças e alternativas, seja uma candidatura única em coalizão com o PSB-PDT-PC do B, seja duas ou três candidaturas do nosso campo (oposicionista no Estado). Não devemos descartar nada. Nem a candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE), nem a do Dr. Helio, prefeito de Campinas.

É o momento de jogar as fichas em um candidato outsider, que não esteja identificado com os dois campos políticos tradicionais do estado. É hora de lançar mão do efeito Ameriquinha, time do Rio que, assim como a Lusa em SP, conta com a simpatia de flamenguistas e tricolores, ou, respectivamente, de corinthianos e palmeireses. Se o objetivo maior é a eleição da Ministra Dilma, nada como um aliado, no principal colégio eleitoral do país, capaz de sensibilizar também a encruada e conservadora massa de eleitores anti-petistas que há décadas faz a alegria do principado tucano.

E, cá entre nós, considerando alguns dos "nomes fortes" na disputa pela candidatura petista ao governo do estado - como o do neoliberal Palocci, que luta de cara lavada na trincheira errada - não tem cabimento apelar para argumentos ideológicos ou falar de chapa puro-sangue.


PS: este blogueiro, embora eleitor do corinthiano Lula e afeito às metáforas futebolísticas, lamenta profundamente os episódios ludopédicos desta fatídica noite de quarta-feira, 17 de junho de 2009.

30.5.09

trucando com obina



Orra meu! Já imaginou se, na quarta passada, Obina marca um gol salvador, como fez dias atrás o Cleiton Xavier, e o Palmeiras arranca uma vitória do Nacional de Montevideo. Estaríamos todos no sal.

Claro que para o Palestra seria ótimo, um grande alívio. Mas, o preço a pagar, alto demais. Nós, a torcida do Flamengo, a sua mãe (digo, a do Obina), sabemos que daqueles pés não se pode esperar muito. Das canelas, quiçá, um ou outro petardo extemporâneo, mas no conjunto.... não há futebol possível.

Só que se o cara marca, mio dio! Wanderlei Luxemburgo, seus netos, o IWL - Instituto Wanderley Luxemburgo -, o alfaiate do WL, todos iriam galgar com tal velocidade para os píncaros da glória, para o mundo maravilhoso do Galvão, que... rapá... o futebol ia ficar insuportável. Confirmada a "genialidade" do Luxa, estaríamos condenados a fenecer no gerundismo, nos jargões da programação neurolinguística, no remi-remi das preleções motivacionais.

Escapamos!

Mesmo que agora o alviverde tenha que rastejar pela braquiária, o sacrifício é nobre. Luxemburgo, vaidoso como ninguém, trucou e perdeu. Sua estratégia abusada de colocar o varzeano Obina aos 28 do primeiro tempo, fora de forma, desentrosado e grosso como dantes, foi uma aposta alta e irresponsável. Rifou o futuro do Palmeiras na Libertadores, por exclusivos interesses pessoais. Merece o sal.

O Professor Belluzzo, tantas vezes elogiado neste blog, deveria tomar providências para evitar que o Palmeiras fique a serviço dos interesses mesquinhos de Wanderley Luxemburgo. Que fosse o melhor do mundo, a rua lhe seria justa.

12.5.09

são marcos, é claro


Noite de lua brilhosa na Ilha do Retiro, mas foi São Marcos que reluziu.
Que sujeito arretado para jogar a Libertadores. Segundo informa o enciclopédico PVC, foi a sétima vez que Marcão garante a vitória ao Palmeiras numa disputa de penalidades na Libertadores. (veja a relação de jogos clicando aqui).
Mas a vitória de hoje foi talvez a de maior grandeza. Além de ter feito defesas incríveis e fundamentais durante o jogo, nosso Santo catou três penaltis em quatro cobrados!
Não teve bola pro mato, não teve trave, nem passo pra frente. O cara efetivamente catou os três.

Não sei não, mas creio que nunca antes nos gramados deste país um goleiro tenha realizado tal façanha. (Será?)


Que venham agora los hermanos uruguajos do Nacional de Montevideo.

30.4.09

sapecada da redenção

Belíssimo e fundamental o gol de Cleiton Xavier diante do Colo-Colo. Tivesse o jogo terminado empatado, o Palmeiras provavelmente entraria em crise, o bom e jovem time montado por Luxemburgo seria desmontado e Belluzzo teria seu trabalho questionado pela malta de Mustaffa.
Com o gol, emblemático petardo de longa distância, longa espera e rumo certo, o que caminhava para uma tragédia virou do avesso. Creio que o gol não só abre nova oportunidade para a sobrevida do Palmeiras na Libertadores, como catalisa uma mudança de espírito do time, sem o qual não se ganha nada no futebol. Com aquele chute, o que havia de expectativa frustrada vira combustível para desafios maiores. Agora sim, com a moçada já "madura" é possível pensar num grande time.

PS: e na voz do Zé Silvério a sapecada fica ainda mais épica.

27.1.09

festa no chiqueiro


Os que acompanham este blog sabem que, por dever de ofício e de ex-aluno, minha torcida era para que o Prof. Belluzzo assumisse o Banco Central do Brasil. Mas, como Seu Lula não é dado a ousadias, a nós palmeirenses resta o consolo de ter o economista ilustre como presidente do Palestra pelos próximos dois anos. Que luxo, né não?
Creio que viveremos belas giornatas.

No gramado, o time que recém estreou no Paulistão surpreendeu a todos e dá pinta de se firmar como um esquadrão azogue, formado por uma molecada rápida e habilidosa e comandada pelo vaidoso Luxemburgo em fase de recuperação da aura perdida.
Tá com cheiro de 1996, o melhor time que vi jogar.
Oxalá!

Se nada podemos contra os juros, que venham os gols, as goleadas verdes, pão e circo com galhardia.

16.11.08

queda livre


O palestra parece que foi afetado por algo mais que uma marolinha. Desde a derrota para o Fluminense por 3x0, em 25 de outubro, o time seguiu em parafuso, em evidente colapso da estratégia Luxemburgo.
Realmente o tal Luxa é problema. Seus times, ao invés de embalarem, desandam. É verdade que o Palmeiras não conta com uma seleção de craques, mas comparado com os rivais, tem um elenco bastante razoável.
Creio que além do clima pesado emanado de seu vaidoso treinador e os interesses escusos na escalação, o time do Palmeiras teve dois pontos fracos que tornaram-se mais evidentes à medida em que o campeonato foi chegando ao fim, quando as equipes adversárias estavam mais aguerridas e entrosadas.
Primeiro, a defesa bateu cabeça o ano todo, com muitas duplas diferentes atuando na zaga. Acho até que a experiência com o Martinez foi positiva e também gosto da presença do Roque Junior. O problema é que estas soluções surgiram na reta final, quando não havia mais tempo para sedimentar o esquema de jogo da nova zaga.
O segundo problema crônico do Palmeiras foi a falta de criatividade nas laterais. Embora o Leandro apareça bem, de vez em quando, tanto ele quanto o Elder gostam de fechar na diagonal e como os atacantes Kleber e Alex jogam como pivô, o time afunilava na cabeça da grande área. Quando o Valdívia estava no time, ele ainda conseguia abrir algumas brechas na defesa, principalmente pela esquerda. Mas com a sua saída, o time ficou na dependência de alguns lampejos do Diego Souza. Raríssimos!
Lamento pelo palestra e principalmente pelos palestrinos. Mas o Luxemburgo não merecia levar este título.
Resta torcer pelo tricolor, gaúcho.
Mais um campeonato para o São Paulo, além de encher de moral os chatos bambinos de Jd. Lourdes, reforça o argumento dos pragmáticos, arautos do futebol feio, insosso e defensivo praticado pelo time do Muricy.
Que venha 2009.

9.8.08

de abóboras e jaboticabas



Diz o provérbio que "é com o andar da carroça que as abóboras se ajeitam". Pois, decorridos quase 50% do campeonato brasileiro, já é possível distinguir entre as abóboras acomodadas, uma algumas candidatas a melancia e, quiçá, uma ou outra jaboticaba.
Tudo indica que o título ficará entre os três que hoje estão na ponta: Grêmio, Cruzeiro e Palmeiras. Deixando de lado meu viés palestrino, creio que o Palmeiras é o que tem maiores chances, não só por conta do elenco, mas pela experiência do metido Luxemburgo. O sujeito é intragável, mas convenhamos, sabe encontrar o lugar das "abóboras" e tem faro para novos talentos. Acho, por exemplo, que o Evandro, recém contratado junto ao Galo, será um nome de destaque no campeonato e pela técnica e toque de bola tem tudo para se tornar craque. Sandro Silva, que também acaba de chegar no Palestra a pedido do Luxa, é outro candidato a jaboticaba: volante habilidoso, que sabe defender mas é capaz de chegar de surpresa ao ataque e fazer gols. Na última quinta, diante do Vitória, fez um gol de rara beleza: roubou a bola no meio de campo, transpassou como um dardo a defesa do Vitória e, de frente para o gol e em velocidade, tocou por baixo das pernas do goleiro.
Que venha a outra metade do campeonato!

1.7.08

zé silvério e gols ao fundo

Nos últimos dias foram muitas as reportagens sobre os 50 anos da primeira copa conquistada pela nossa seleção. Ótima chance para matar a saudade do futebol brasileiro, hoje praticado pelos times da Europa.
De canal em canal, cena em cena, fui escalando pelos brilhos do futebol, até me encontrar com as belíssimas narrações do grande José Silvério.
Meus caros, que beleza, ninguém foi capaz de narrar futebol igual a este sujeito. E olha que eu enfrentei os 16 anos do vexatório jejum do alvi-verde de Parque Antártica. Dezesseis anos de maré baixa, salvos pelos sabores dos versos do José Silvério. O Palmeiras pouco fazia, quando muito arrancava um empate, mas Zé Silvério era capaz de fazer o jogo incendiar, encher o gramado de gladiadores, e o Palmeiras sempre quase chegava lá.
Quando chegou de fato, eu já tinha 26 e não mais acompanhava no rádio os enredos do ilustre narrador.
Mas tenho para mim que este cara, que eu nem sei que cara tem, esteve lutando ao meu lado, aos domingos e todas as quartas, empurrando o Palmeiras contra um adversário incapaz de resistir ao sufoco. É curioso, eu estive apenas do lado de cá do rádio, mas sinto uma cumplicidade como se tivéssemos lutado na mesma trincheira. Eu vagando pelo quarto e ele fustigando o Jorginho para que armasse um contra-ataque ou instigando o Luís Pereira para cabecear o derradeiro escanteio.
E que golaaaaaaaaaaço!

Para matar a saudade, ou para entender melhor do que estou falando, na voz de Silvério, segue o vídeo do jogo que tirou o Palmeiras da fila.
Prestem atenção nos detalhes. Além da intensidade dramática do lance, do correto e sincronizado encadeamento de palavras (sem perder o tempo e chegando ao gooool junto com a torcida), ele consegue recontar o gol como se estivessemos assistindo ao replay.

12.6.08

o auto do leão do norte!

"...Sport, Sport uma razão para viver!"




Que belíssima conquista do Sport de Recife na Copa do Brasil. Depois de aterrorizar meu glorioso Palmeiras, lascou o Inter de Porto Alegre, o Brasiliense, O Vasco e na final, derrubou o Corinthians. Êta time raçudo! Fazia tempo que não se via um time disputar palmo a palmo o espaço no campo. Não houve bola perdida. Magrão no gol fez os seus milagres. Carlinhos Bala, ícone do time, de alma carnavalesca e gana de cangaceiro, fez o diabo com os que toparam com o Sport. Enilton, Luciano Henrrique e Romerito (surrupiado das finais por uma ação mesquinha do Goiás) foram também infernais, ziguezagueando no ataque como que para embaraçar a defesa dos adversários.
Grande também foi o Nelsinho, técnico competente que carregava a sina de ser sempre vice. É campeão com todo o mérito. Com um grupo de jogares com idade média de 30 anos, mas que corriam e marcavam como juvenis.
Mas merecedora da festa mesmo foi a apaixonada torcida rubro-negra, que lotou a Ilha do Retiro em todos os jogos, respirou cada jogada, atormentou a posse de bola dos adversários e comemorou como nunca. Que viva Seu Doutor Ariano Suassuna, sempre presente de camisa sangue a capote negro, feliz por completar seus 81 com um Auto da Sagrada Conquista como o ocorrido neste 2008.
Que venha o carnaval!

7.6.08

pobre moçada

Durante as últimas semanas organizei algumas enquetes sobre o maior time brasileiro de futebol de 70 pra cá. Às semifinais, restaram a academia palmeirense de Ademir, o Flamengo de Zico, o São Paulo de Telê e o Santos de Robinho e Diego. Pois a moçada, principalmente meus alunos, cravou o voto no Santos, time mais recente dos quatro.
que acabou vencendo a enquete como o melhor.
Ainda bem que esta enquete não vale muita coisa, pois, com o perdão dos que votaram no Santos, não há comparação com os demais e muito menos em relação ao Flamengo do grande Zico. Meus caros, se gostam de futebol e cometeram este deslize, procurem rever os jogos do Flamengo do início dos anos oitenta. Era um timaço, muito criativo, com jogadores com alma de sambista e regidos por um camisa 10 cerebral e habilidoso que incendiava aquele maracanã como poucos.
Lamento, meu verdão também foi um grande time, tanto nos 70 quanto na era Parmalat (90). Mas o Santos não jogou bola para ganhar a parada!
Quem mandou perguntar?

22.5.08

qual o melhor time desde os anos 70? vote alí


Nas últimas semanas, promovi ali ao lado algumas enquetes sobre os grandes times de futebol de cada uma das últimas quatro décadas.
Comecei pelos anos 70, por motivos óbvios: não faz sentido escolher o melhor time durante a era Pelé e do campioníssimo Santos.
Nos 70, a supremacia foi disputada entre três grandes esquadras: 1) A academia de Parque Antártica, inspirada pela cadência hipnótica do grande Ademir da Guia, que junto a Leão, Luiz Pereira, Dudu, Leivinha, Jorge Mendonça e César maluco arrebatou diversos títulos - bicampeão brasileiro (72/73) e paulista em 72, 74 e 76.
2)o Atlético Mineiro campeão do primeiro brasileirão em 71 sob a batuta de São Telê e pelo qual passaram grandes craques, como Toninho Cerezo e Reinaldo; 3)O Internacional, campeão brasileiro de 1979, com Mauro Galvão, Batista, Falcão, Valdomiro e Mário Sérgio ; Vencedor da enquete: Palmeiras (com apoio deste dono da bola, claro)
Nos 80: embora tenha sido uma década triste para os palestrinos, teve grandes times, com grandes craques que formaram uma das melhores seleções brasileira de todos os tempos. Entre os times: 1) a Democracia Corintiana foi sem dúvida um timaço, nem tanto pelos nomes no papel, mas principalmente pelo espírito e a vibração política que Sócrates (cérebro e craque do time), Casagrande e Wladimir transmitiam ao resto do time; 2) O Flamengo campeão mundial de 1981, para mim o maior time que vi jogar, com um elenco impressionante: Raul, Leandro, Mozer, Junior, Andrade, Adílio, Tita, Nunes e o fenomenal Zico.
3) o Gremio, campeão mundial de 1983, time raçudo que, sem muitas estrelas (os destaques eram De Leon, Renato, Tarciso, P.C. Caju e Mário Sergio), fez bonito na década, jogando uma bola mais para bacia do Prata do que para Baia de Guanabara. e 4) O Atlético Mineiro, que embora não tenha acumulado títulos expressivos na época, montou times fortes, com estrelas de primeira grandeza: Reinaldo, Nelinho, Éder, Luizinho, Paulo Isidoro. Na enquete da década, justa, ganhou o Flamengo.
Nos 90: Tempos de "modernização conservadora", muita gente copiando os esquemas defensivos do futebol europeu, grandes negócios e empresas entrando no nosso futebol, foi no estado de São Paulo que despontaram os melhoras equipes. Sem muitas delongas, diria que a década foi marcada por dois times: 1) O São Paulo, bi-campeão mundial nas mãos de Telê Santana, com Raí, Muller e Cafu comandando um time que jogava em alta velocidade e que arrebatou milhares de torcedores ao longo daquela década. 2) O Palmeiras, anabolizado pelos tostões da Parmalat, fez história com suas equipes campeãs em 1993 e 1994, mas que na minha opinião, foi ainda mais brilhante no efêmero time campeão paulista de 1996, recordista de gols, vencendo por antecipação e dando shows com Djalminha, Rivaldo, Cafu, Muller e Luizão. Té-te a té-te com o mengo de Zico, este time só não fez mais porque foi desmanchado para fazer caixa. Mas, votaram no São Paulo como o melhor da década.
Nos 2000: 1)O Santos de alma moleque, de Robinho e Diego, Campeão brasileiro de 2002 foi sem dúvida um dos destaques; 2) O Cruzerio, da tríplice coroa em 2003, com Alex em grande fase, fez barba e cabelo;
3) O Internacional de Porto Alegre, campeão mundial de 2006, com Fernandão e Alexandre Pato brilhando. Vencedor da década: Santos de 2002.

Agora é com a galera, dos quatro eleitos nas enquetes anteriores, qual foi o maior de todos? Façam suas apostas no box ao lado....