28.6.08

o IPEA e o Estadão que não gosta de Estado

Lamentável o editorial do jornal Estado de São paulo deste sábado (28/06). Sob o anúncio de que o IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas) vai deixar de publicar estudos de conjuntura e se concentrar nas análises de longo prazo, os senhores do ESP trataram logo de torpedear o governo Lula por supostamente "querer arrear as instituições do Estado". Ora, que incrível inversão de valores!
Vamos aos fatos. O IPEA foi concebido no início do regime militar com a missão de produzir pesquisas e análises econômicas para subsidiar as políticas públicas. Por suposto, tais subsídios deveriam abarcar as tendências de longo prazo da economia brasileira, pois é este o horizonte temporal do planejamento público.
Porém, exatamente ao contrário do que sugere o editorial do ESP, ao longo dos anos 90 os liberais que ascenderam ao poder com FHC, transformaram o IPEA em um órgão de assessoramento do mercado, concentrando seus estudos e publicações na análise imediatista da arritmia financeira que tanto interessa àqueles que vivem de renda.
Evidentemente, até um Romer Simpson é capaz de entender que não cabe ao setor estatal subsidiar estudos para clarear a vida dos rentistas ou do clube das garças. Em se tratando de curto prazo, nada melhor do o próprio mercado para cuidar do mercado. Existem consultorias para todo o gosto, uma penca de ex-ministros e ex-presidentes do BC que se tornaram grifes do curtoprazismo. É pagar e levar.
Mas o IPEA, este deve ser sim é resgatado e re-insituido como órgão de apoio ao planejamento de longo prazo, não só porque este é de fato a melhor contribuição que pode dar aos gestores do setor público, mas também porque no mercado não há consultoria ou empresa de ratting que se atreva a realizar estudos prospectivos com a abrangência dos que podem ser produzidos pelos técnicos do IPEA.

E.T.: recomendo fortemente que os editorialistas do ESP resgatem dos arquivos do ESP as matérias relativas ao que Giambiagi e Cia. têm dito, e notarão que esta trupe está mais próxima do ideário do governo Lula do que o Pochmann e a equipe que assumiu o IPEA. Atendem em especial para o que cada grupo diz a respeito da política monetária e das políticas sociais praticadas pelo governo.

25.6.08

fundo soberano, yes we can!

Sabiamente, o governo mantém seu ímpeto para botar de pé o nosso Fundo Soberano. Os mídia-ligeira espernearam, mas aos poucos o projeto vai tomando forma. Hoje, numa bela ação política, enquanto anunciava o reajuste dos benefícios do Bolsa Família em 8% (notícia que isoladamente provocaria reações raivosas da mídia), o governo tornou pública a sua intenção de ampliar o Superávit Primário (economia entre receitas e despesas do governo, de que tanto gosta a mídia). Muito bom! Muito bem!
Mas, no meio do pacote, o governo deu a sua bela tacada heterodoxa: não usará o superavit para pagar juros (como esperava a midia e a ortodoxia reunida), mas sim para constituir o Fundo Soberano (entenda-se: comprará dólares no mercado interno). Perfeito. É este o caminho mais sensato e racional.
Então vejamos. A paúra da hora são duas: inflação e déficit nas contas externas. Só que para acertar a primeira, o governo sobe os juros, e - via valorização do Real - desacerta a segunda. Qual a alternativa? Enxugar a liquidez do mercado (isto é, retirar o din-din que nos refresca o bolso) arrecadando impostos e não gastando. Ou seja, fazendo o Superávit Primário. No enredo ortodoxo, da mídia e dos analistas do mercado finaceiro, a história termina aí, pois lhes parece evidente que com o Superávit Primário o governo pagará a dívida que o setor público detém com o setor privado. E porque eles gostam disso? Porque para quem tem din-din sobreiro, o paraíso na terra é a situação em que os juros são estratosféricos, a inflação é baixa e previsível e o volume de dívida é baixo em relação à capacidade de pagamento do devedor (setor público). Desde Pedro Malan, Armínio Fraga e Palocci, a tônica da nossa política econômica tem sido construir aqui em terra brasilis o tal do paraíso.
Mas agora, parece que Lula acordou e a história do Superávit Primário terá capítulos inesperados. Ao invés de pagar juros e dívida velha (como queriam os sabujos) o governo será mais realista do que os ortodoxos e 'esterilizará' moeda injetando dinheiro no Fundo Soberano. Isso, é como mandar dinheiro para a Lua ou enterrar numa ilha perdida! Muito bem. Se é de inflação que os caras tem paúra, então por que devolver din-din aos ricos, que inescapavelmente voltarão a dar liquidez ao mercado, fazendo a roda rodar e mais adiante forçar novas tacadas de juros, e etc... e etc... Todo dinheiro ao Fundo!!!

21.6.08

medo de inflação?


Ontem o sol raiou, os passarinhos cantaram e os mídia-ligeira vociferaram. Desde cedo, Sardenberg e CBN martelaram com o tema da inflação, pois o IGP-M chegou a 1,83% na segunda prévia de junho. É o que precisavam para bater no "governo" e enaltecer a política monetária conduzida pelo Banco Central. O sarda não chegou a dizer "viva os juros altos", mas passou perto. Segundo seu palavrório, enquanto o governo faz "marketing", propondo ampliar a oferta de alimentos para reduzir a inflação, o Banco Central acertadamente mantém a trajetória de elevação dos juros que, para o Sarda, é a única política anti-inflacionária que efetivamente dá resultado.
Pois bem, vamos à desconstrução dos tíbios argumentos do mídia-ligeira:
1) Os IGPs (calculados pela FGV) não são índices levados em conta pelo Banco Central, que deve se orientar apenas pelo IPCA do IBGE (que permanece dentro da meta). A razão para isto é que o IGP foi desenvolvido para calcular reajustes de contratos (de alugueis e de empresas privatizadas) durante os primeiros anos do Plano Real e tem, na sua composição, forte peso de preços relacionados aos custos da construção civil e à bens intermediários importados. Ora, sabemos todos que a construção civil está bombando - graças a uma série de medidas de incentivo adotadas pelo governo federal nos últimos anos - e também que os preços das commodities estão subindo barbaramente no mercado internacional. Portanto, como o primeiro fator é bem vindo (mesmo que pressionando os preços) e o segundo nada têm a ver com a demanda interna, não faz sentido considerar os IGPs para discutir política monetária. Aliás, especialistas no assunto já sustentam que os IGPs devem ser extintos, estão caducos.
2) Quanto às virtudes da austeridade monetária praticada pelo BC, é importante notar que não há qualquer evidência de que os juros altos tenham sido responsáveis pelo controle da inflação nos últimos anos. A meu ver, trata-se de uma miragem estatística que apenas serve para justificar a insana transferência de dinheiro público para o bolso da rapaziada que dorme em berço de títulos do tesouro. Se é verdade que o Brasil tem conseguido manter a inflação a níveis bastante baixos, é ainda mais verdadeiro que este nível só pode ser explicado pela enorme valorização do Real nos últimos anos. Ao baratear os produtos importados e sangrar nossa atividade interna em benefício da produção de além-mar, conseguimos sim cumprir com nossas metas "civilizadas" de 4,5% ao ano. Mas, é de grande falsidade e cinismo, atribuir a pontaria do BC à sua política monetária stritu-senso. Os juros altos são o "segredo" não da política monetária (controle da demanda) mas de uma política cambial deletéria e inconseqüente, que, esta sim, faz baixar a inflação via redução de custos.
O problema é que, como há limites para valorização cambial (já estamos com déficit comercial), o antídoto começa a perder eficácia e, pior do que isto, devolverá a inflação incubada de outrora sempre que houver alguma tendência (necessária) de correção cambial.
Esconder esta realidade, de simplicidade ginasial, como faz o BC e seus comparsas do mercado financeiro, é de uma irresponsabilidade quase criminosa, pois alimenta-se a ilusão de que os juros altos têm sido eficazes para manter a demanda sob controle e a inflação dentro da meta.
Seria como a anedota do cientista que ao tirar as patas da aranha conclui que a bicha ficou surda, não fosse o fato de que, no caso, os cientistas do BC e seus sabujos da mídia faturam barbaridade com a fé da malta na surdez da aranha.

14.6.08

para ressaca de amores


Para os que se excederam nos amores dos últimos dias, recomendo o vídeo abaixo, com ótima interpretação de Amy Winehouse cantando "love is a losing game". Sou fã da moça. Com voz de negra bluseira, a branquela Amy Winehouse canta com incrível facilidade. Neste vídeo em especial, sentada num sofá como se estivesse na sala de espera do dentista ela solta a voz afinadíssima e displicente, exalando sexo em seus movimentos desengonçados. Aos que gostarem, circulem pelo YouTube para assistir outros bons vídeos dela.

12.6.08

eu também faço jabá

Meus caros, depois de alguns anos de trombadas e toneladas de ofícios e contra-ofícios, finalmente consegui botar de pé o Centro Público de Apoio ao Trabalhador de Campinas (CPAT), que, se tudo funcionar como esperamos, vai melhorar barbaridade a vida de quem busca a inserção no mundo do trabalho. Oferta de vagas, habilitação de seguro desemprego, formalização de autônomos, qualificação e requalificação profissional, microcrédito, apoio técnico a grupos associativos, são alguns dos serviços que estarão disponíveis no CPAT. Além disso, tudo funcionará em um prédio restaurado, de mais de 100 anos, que espero seja um agradável espaço para o acolhimento dos trabalhadores da região de Campinas. Aos que puderem, e se interessarem, vai abaixo o convite.

o auto do leão do norte!

"...Sport, Sport uma razão para viver!"




Que belíssima conquista do Sport de Recife na Copa do Brasil. Depois de aterrorizar meu glorioso Palmeiras, lascou o Inter de Porto Alegre, o Brasiliense, O Vasco e na final, derrubou o Corinthians. Êta time raçudo! Fazia tempo que não se via um time disputar palmo a palmo o espaço no campo. Não houve bola perdida. Magrão no gol fez os seus milagres. Carlinhos Bala, ícone do time, de alma carnavalesca e gana de cangaceiro, fez o diabo com os que toparam com o Sport. Enilton, Luciano Henrrique e Romerito (surrupiado das finais por uma ação mesquinha do Goiás) foram também infernais, ziguezagueando no ataque como que para embaraçar a defesa dos adversários.
Grande também foi o Nelsinho, técnico competente que carregava a sina de ser sempre vice. É campeão com todo o mérito. Com um grupo de jogares com idade média de 30 anos, mas que corriam e marcavam como juvenis.
Mas merecedora da festa mesmo foi a apaixonada torcida rubro-negra, que lotou a Ilha do Retiro em todos os jogos, respirou cada jogada, atormentou a posse de bola dos adversários e comemorou como nunca. Que viva Seu Doutor Ariano Suassuna, sempre presente de camisa sangue a capote negro, feliz por completar seus 81 com um Auto da Sagrada Conquista como o ocorrido neste 2008.
Que venha o carnaval!

11.6.08

o microcrédito e as mulheres


Aos meus amigos e colegas de política social, segue o link de um artigo publicado hoje no jornal espanhol 'El Pais' comentando os benefícios relacionados às políticas de microcrédito focado nas mulheres.

Dilma na chapa



Começa hoje mais uma porção da fritura da Ministra Dilma. Oposição e os mídia-ligeira mal escondem a gana de pegar a mãe do Pac na curva.
Meu palpite é que darão com os burros n'água.
A acusação de que a Casa Civil pressionava por um rápido desfecho da venda da Varig (ou o que ainda restava dela) em nada pode ser interpretado como algum compromisso escuso da Casa Civil com a maquiagem patrimonial produzida pelo fundo americano que arrematou a empresa. Como bem demonstrado em post do Nassif, a preocupação da Ministra Dilma parece ter sido a de preservar os ativos da Varig a fim de que o leilão fosse exitoso a ponto de se conseguir quitar parte da enorme dívida trabalhista da empresa.
Por outro lado, muito mais suspeita parece ter sido a posição da Denise Abreu (então Diretora da ANAC), que propunha retirar dos ativos da Varig as vagas que a empresa dispunha nos aeroportos nacionais. Segundo este modelo de venda, as vagas (Slots) seriam devolvidas ao governo, que deveria redistribuí-las entre as demais empresas de aviação - Gol e Tam - cujos interesses eram defendidos pelos diretores da ANAC.
Portanto, ao menos pelo que se sabe até o momento (véspera do depoimento da Denise Abreu à CPI), se algum desvio de conduta há no episódio, este parece estar relacionado à denunciante e ex-diretora da Anac e não à Ministra Dilma, que agiu em nome da celeridade e por um desfecho que onerasse menos os trabalhadores da falida Fundação Rubem Berta.
É esperar para ver.

8.6.08

"a vida dos outros"


Com algum atraso, assisti nestes dias ao filme alemão "a vida dos outros", ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro em 2007. Excelente!Do início ao meio, o filme parece contar a história de como um casal de artistas (um autor de teatro e uma atriz) tem sua vida virada do avesso por conta dos caprichos políticos - e passionais - da polícia secreta da antiga Alemanha Oriental. Do meio ao fim, conta como o agente responsável pela vigilância do casal tem sua métrica totalitária revirada pelo drama passional e pelo idealismo artístico do casal.
Brilhante. Realmente um filmaço, que com rara maestria e leveza toca no que houve de imperdoável no socialismo real.
Com todo o mérito, vai para a lista dos filmões ali do lado.

7.6.08

pobre moçada

Durante as últimas semanas organizei algumas enquetes sobre o maior time brasileiro de futebol de 70 pra cá. Às semifinais, restaram a academia palmeirense de Ademir, o Flamengo de Zico, o São Paulo de Telê e o Santos de Robinho e Diego. Pois a moçada, principalmente meus alunos, cravou o voto no Santos, time mais recente dos quatro.
que acabou vencendo a enquete como o melhor.
Ainda bem que esta enquete não vale muita coisa, pois, com o perdão dos que votaram no Santos, não há comparação com os demais e muito menos em relação ao Flamengo do grande Zico. Meus caros, se gostam de futebol e cometeram este deslize, procurem rever os jogos do Flamengo do início dos anos oitenta. Era um timaço, muito criativo, com jogadores com alma de sambista e regidos por um camisa 10 cerebral e habilidoso que incendiava aquele maracanã como poucos.
Lamento, meu verdão também foi um grande time, tanto nos 70 quanto na era Parmalat (90). Mas o Santos não jogou bola para ganhar a parada!
Quem mandou perguntar?

5.6.08

fazer o que?

Rebentado em 1968, filho de uma casal meia-oito, não tive chance de sonhar com o bicho-papão. Quando ia mijar na cama de meus pais, era do Presidente Nixon que eu fugia, sem muita idéia do que era um presidente, nem do que aquele sujeito espinafrado nas passeatas faria para gente como eu, minha mãe e meu pai. Anos depois, quando já me via sabido, Nixon e seu nariz carcomido deram lugar a outro legitimo habitante do reino das bestas feras: o Ministro Delfim Netto.
Descido dos ombros de meu pai, foi contra o humor negro daquela figura sinistra que se moviam as 'minhas' primeiras passeatas: "Fora FMI!", "Abaixo a Ditadura!", e pra puta-que-pariu tudo que o gordo Kzar da economia representava. Aos nossos olhos, Delfim era de fato um "demônio", personificava o mal como nunca mais vi acontecer na política brasileira. De cima de seu bunker, indiferente a opinião de quem quer que fosse, corrupto, oportunista, salafrário, manejava seus mil braços sem dó ou piedade.
Mas a ditadura se foi, e o com ela muitas das certezas e dos monstros que nos animavam a luta. Vinte e tantos anos passados, é difícil dizer, mas o terrível Delfim, por obra sabe-se lá de quem, tem se firmado como um dos mais brilhantes interpretes da economia brasileira. Há alguns anos, em seus artigos na imprensa - principalmente na Carta Capital - Delfim tem dado preciosas lições de Economia Política, desbancando a papagaiada da ortodoxia liberal e retomando as velhas e boas lições de Keynes e Schumpeter.
E mais difícil ainda de dizer e admitir é que, enquanto o gordo demoníaco trilhou o sentido da água para o vinho, aquela companheirada de esquerda que engrossava as nossas passeatas tomou o sentido do vinho para a água e parece cada vez mais incapaz de pensar o mundo em seus aspectos econômicos (pobre Marx!)
Para os que duvidam, vejam a entrevista do Delfim publicada na 'Revista do Conselho Regional de Economia' deste mês.
E durma-se com a mensagem retumbate e cheia de razão do velho Kzar: "Lula salvou o capitalismo brasileiro".

4.6.08

argumento fajuto


Na conferência da FAO (ONU) para debater a crise mundial de alimentos, realizada em Roma nesta semana, Lula conseguiu emplacar o argumento de que uma das causas da crise são os subsídios que países europeus e os EUA concedem a seus agricultores. Entre os mídia-ligeira, a fala de Lula caiu redonda e até gente como o Sardemberg e a Mirian Leitão aplaudiu as palavras de nosso presidente. Ao que parece, a causa interessa a brasileiros de diferentes naipes.
Mas, será mesmo que o argumento de Lula faz algum sentido? Creio que não. Se subsídios existem para estimular a produção de alimentos nos países desenvolvidos, a sua eliminação deverá tão somente reduzir o volume geral produzido, fazendo o preço dos alimentos subir ainda mais (o que interessa muito ao Brasil). Porém, embora este seja um raciocínio bastante elementar, curiosamente, passou 'desapercebido' pelo Presidente, pelo Itamaraty, pelos portavozes da FAO, pelos mídia-ligeira, ....
segundo meus botões, deve ter algo nesta história que me escapou.
Viva a produção brasileira de alimentos!!!

1.6.08

o malho irresponsável no BNDES


No blog do Nassif, um post chama a atenção para a inconsistências das acusações levantadas contra o Paulinho da Força, acusado pela Polícia Federal de faturar com a intermediação de recursos do BNDES a prefeituras e empresas. Creio que, de fato, faltam informações mais detalhadas, mas de qualquer modo há indícios (como dos repasses à ONG "meu guri" da mulher do Paulinho e o próprio tom das transações gravadas pela PF) de que exista algo de podre nas operações. A questão que fica, da maior gravidade, é o estrago sobre a imagem do BNDES. Quando a imprensa tratou do "escândalo" Paulinho-BNDES, sistematicamente contou um enredo no qual o BNDES (ou alguém lá de dentrou) aparecia como parte envolvida no esquema, chegando mesmo a tratar o assunto como "corrupção dentro do banco". Ora, pelas próprias informações divulgadas na imprensa, o BNDES apenas repassou os recursos para financiar projetos que passaram pela sua aprovação e o suposto "desvio" ocorria no momento em que estes recursos eram gastos pelas prefeituras ou empresas, que remuneravam os "intermediários", sem qualquer conhecimento aparente do BNDES. Portanto, se é verdade que não há, por ora, indícios de "crime" cometidos por Paulinho (como questiona o blog do Nassif), me parece ainda mais verdade que, na ânsia por responsabilizar o governo, se cometeu grave dano à imagem do BNDES. Lamentável. Justo o BNDES que é um caso exemplar de banco público de investimento, reconhecido internacionalmente, sem o qual nosso setor privado jamais teria tido condições de se estabelecer.